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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Galliformes
Família: Cracidae
 Rafinesque, 1815
Espécie: P. obscura

Nome Científico

Penelope obscura
Temminck, 1815

Nome em Inglês

Dusky-legged Guan


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Jacu açu

O jacuaçu é uma ave galliforme da família Cracidae.
Também conhecido como jacu-velho (Rio Grande do Sul), jacuguaçu, jacu e jacupixuna.
O desmatamento e a caça indiscriminada reduziram drasticamente a população dessa espécie.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (latim) pene = quase; e do (grego) lophos = crista; e do (latim) obscurus = escuro, sombrio. ⇒ Ave escura com crista parcial.

Características

Espécie meridional de tamanho avantajado, medindo 68 a 75 centímetros e pesando 1.000 a 1.200 gramas (SIGRIST, T., 2009).
Coloração verde-bronze bem escura; manto, pescoço e peito finamente estriados de branco; pernas anegradas. O macho possui a íris vermelha, ao contrário da fêmea. Espécie grande e barulhenta, notável pelo ruído esquisito e fortíssimo que produz com as asas enquanto voa.
É por vezes confundida com o jacupemba (P. superciliaris). O jacuaçu é maior, mais escuro (P. obscura) e possui a íris castanha. O jacupemba é menor que o jacuaçu, possui o dorso mais claro (tons de marrom, com bordas das asas ferrugíneas), sua íris é avermelhada e há uma faixa branca/cinza clara na sobrancelha que lhe dá o nome específico (P. superciliaris).

Subespécies

Possui três subespécies reconhecidas:

(Clements checklist, 2014).

Fotos das subespécies de Penelope obscura
(ssp. obscura) (ssp. bronzina) (ssp. bridgesi)

Alimentação

Embora habite matas, desce em campo aberto para se alimentar. É predominantemente frugívoro, e nisto altamente especializado, de acordo com Sigrist (2009), embora alimente-se também de folhas, brotos, grãos e insetos. Dentre as frutas de árvores nativas, essa espécie de ave é muito atraída por frutos de araçá. Defeca as sementes intactas.
Bebe na beira dos rios. O ato de beber se assemelha ao dos pombos, é um processo de sugar, com o bico mantido dentro d'água, notando-se a ingestão do líquido pelo movimento rítmico da garganta.

Vocalização

Fortíssimooaao” rouco; melodioso “o,o,o …” ascendente; forte latido “wáu; gaak” (Sick).

Reprodução

Émonogâmico, o macho dá comida à sua fêmea, virando e abaixando gentilmente a cabeça, como os pais alimentam os filhos. O casal acaricia-se na cabeça. Conhece-se pouco sobre as cerimônias nupciais dessas aves. O par faz um ninho pequeno nos cipoais, às vezes no alto das árvores ou em ramos sobre a água ou ainda em troncos caídos; aproveita também os ninhos abandonados de outras aves. Pode instalar-se sobre um galho entre gravatás cujas folhas ela pisa, obtendo assim um ninho. Põe três ovos grandes, uniformemente brancos. O período de incubação é de 28 dias, geralmente entre os meses de outubro a março. As ninhadas são de dois a três filhotes.

Hábitos

Apresenta um sinal de excitação que se caracteriza por abrir e fechar impetuosamente a cauda. Tem o tique de sacudir a cabeça. À tardinha, antes de empoleirar-se, torna-se muito inquieto, sendo tal nervosismo, aparentemente, ansiedade para achar um bom lugar de dormida. Vive em bandos de 6 a 10 indivíduos.

Habitat

Habita as matas secundárias, capoeiras, plantações e matas de galeria (matas altas).

Distribuição Geográfica

Vive no sudeste e sul do Brasil, de Minas Gerais e Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul; Uruguai, Paraguai, Argentina e Bolívia. No Rio de Janeiro ocorre nas montanhas, em São Paulo na Serra do Mar e no litoral.

Para o estado de São Paulo, a espécie consta no Anexo III do Decreto nº 56.031/10 classificada como 'quase ameaçada' (NT), o que significa que, levando-se em conta sua avaliação quanto aos critérios estabelecidos pela International Union for Conservation of Nature (IUCN), o táxon não se qualifica para as categorias de ameaça apresentadas no referido Decreto, mas mostra que ele está em vias de integrá-las em um futuro próximo (Art. 2º; IX).

Referências

→ EMBRAPA - disponível em http://www.faunacps.cnpm.embrapa.br/ave/jacuguac.html Acesso em 09 mai. 2009.

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

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